Reforma política em pauta

Tadeu antecipou ida a Brasília para articular a aprovação do relatório (Foto: Divulgação)

Por Daniel Leite
Da Folha de Pernambuco

Modelo de coalizão se esgotou

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

As articulações dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), com os governadores e prefeitos para destravar o Pacto Federativo expôs a fragilidade do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e capitalizou a imagem dos legisladores. Na avaliação de cientistas políticos consultados pela Folha de Pernambuco, o modelo de presidencialismo de coalizão sustentado pelos últimos chefes do Executivo se esgotou e a gestora petista perdeu o protagonismo do debate sobre o País para o Congresso Nacional. O Palácio do Planalto deixa de ser visto como o foco do poder e o Legislativo ocupa esse espaço.

O doutor em Ciência Política e professor da Faculdade Damas, Elton Gomes, relata que o atual governo passa pelo momento de maior fragilidade do Executivo Federal. Para ele, a falta de habilidade de negociação, a crise econômica e o afastamento dos aliados levaram a presidente Dilma Rousseff a perder força no cenário político nacional. “É a primeira vez na história em que uma marcha de prefeitos e governadores procura o Congresso para se reunir e não o Palácio do Planalto. Isso expõe a perda do poder do Executivo. Eles passam a ver em Renan e Eduardo Cunha a possibilidade de constranger o governo e conseguir aprovar medidas federativas”, apontou.

O professor da Universidade Federal de Pernambuco, Ernani Carvalho, afirma que desde os governos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não se viu um presidente tão fragilizado diante do Congresso Nacional. Para o estudioso, Renan Calheiros e Eduardo Cunha estão tentando aproveitar a oportunidade de se capitalizar” como “orquestradores da insatisfação dos governadores e base” com a presidente Dilma Rousseff. “O PMDB passa a ser visto como a força poderosa do País e ocupou o espaço de poder deixado pela presidente. O Palácio tem dificuldade de fazer sua agenda e os governadores estão vendo isso”, destacou.

Maracatu e cavalo marinho viram patrimônio imaterial

(Foto: Roberto Pereira/Sei)

Manifestações culturais típicas da Mata Norte do Estado, o maracatu de baque solto e o cavalo marinho receberam neste domingo (24) o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. E o local escolhido para a oficialização não poderia ser outro que não o terreiro do Maracatu Cambida Brasileiro, na zona rural de Nazaré da Mata, o mais antigo em atividade no Estado (desde 1918) e contou com a presença do governador Paulo Câmara.

Votação de medidas provisórias mobiliza Senado

O Senado deverá votar esta semana três medidas provisórias que tratam do ajuste fiscal do governo e que vencerão no dia 1º de junho. Uma delas, a MP 664, trata originalmente de mudanças nas regras para acesso dos trabalhadores à pensão por morte. No entanto, as principais discussões sobre a medida mudaram de foco depois que a Câmara dos Deputados incluiu nela uma emenda que altera o cálculo para o fator previdenciário.

Atualmente, o fator incide para reduzir as aposentadorias pagas pela Previdência Social quando as pessoas param de trabalhar antes da idade prevista – 65 anos para os homens e 60 anos para as mulheres. Mesmo que já tenham cumprido o tempo mínimo de contribuição de 35 anos para os homens e 30 anos para as mulheres, se não tiver atingido a idade, o benefício é reduzido.

A emenda estabelecida pela Câmara determina que seja aplicado um novo cálculo, no qual a soma da idade com o tempo de contribuição deverá ser de 85 anos para as mulheres e 95 anos para os homens. Assim, uma mulher que tenha 55 anos de idade e 30 anos de contribuição, poderá se aposentar recebendo integralmente o valor do seu salário, obedecido o teto de R$ 4.663,00 do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Já os homens se aposentarão com o valor integral se trabalharem 35 anos, atingindo a idade de 60 anos.

Dilma diz não ter nada a temer sobre pedidos de impeachment

(Foto: Reprodução)

Em entrevista ao jornal mexicano “La Jornada”, publicada neste domingo, 24, a presidente Dilma Rousseff afirmou que pedidos de impeachment contra ela são “sem base real” e que ela não tem “nada a temer”. A presidente falou também dos escândalos da Petrobras, argumentando que foram provocados por “apenas quatro dos 90 mil empregados”. Destacou, no entanto, que a Petrobras “é tão importante para o Brasil como a Seleção”. Para ela, “se a Seleção Brasileira é a pátria de chuteiras, a Petrobras é a pátria com as mãos sujas de óleo”.

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